Venha se aventurar, nessa nova aventura.
"Entre dois mundos"
Em silêncio morreu, sem coroa, sem nome,
Helena, na Terra, sem glória, sem fome.
Mas os deuses, antigos, a escutaram chorar -
E lhe deram um mundo para recomeçar.
Nasceu como estrela em terras de gelo,
Num berço dourado, sem afeto, sem zelo.
Filha do Norte, de um grão-duque sombrio,
Com olhos que viam além do vazio.
Carrega memórias de vidas partidas,
Feridas antigas, promessas contidas.
Sorri como criança, mas sonha com guerras,
Com tronos quebrados, com pontes e terras.
Bendita por preces que nunca rezou,
Com dons escondidos que o mundo ignorou.
Santa e maga, em um corpo pequeno,
Num jogo cruel, impiedoso, terreno.
Ao lado de Claude, o príncipe esquecido,
Escreve um destino não mais corrompido.
Pois não basta nascer - é preciso lutar,
E ao cair, renascer. E ao sofrer, perdoar.
Desculpa a demora nas postagens, demorei meses para conseguir fazer isso, espero que gostem
Duas almas atravessam o véu entre os vivos e os mortos no mesmo minuto, segundo e hora. Do mesmo dia, mês e ano. Sob a luz de uma lua de sangue.
Uma delas segue o seu caminho e encontra a eternidade.
A outra, com sede de sabedoria mesmo na morte, observa sua contraparte atravessar, mas ela não segue o mesmo caminho. Em vez disso, a alma curiosa, se aproxima do local de onde a outra veio, ela não vê muito, está turvo, como se estivesse debaixo d'água. A alma estende a mão, ela não consegue puxar de volta. Se ainda tivesse um corpo físico ela estaria franzindo as sobrancelhas enquanto faz força para soltar a mão de sua prisão invisível. A alma desiste. Ela se aproxima mais e passa uma perna, depois outra e então a cabeça. Derrepente, a alma esta sendo puxada, ela não sabe oque é aquilo ou como parar. Então ela flutua e flutua enquanto é arrastada pelo nada.
E então tudo para.
Ela sente dor, seu corpo todo protesta. Seu estômago geme de fome e ela não consegue respirar. Dois olhos cinzentos se abrem para a escuridão, apenas uma luz avermelhada iluminando o lugar, ela grita.