No brilho calmo do teu olho verde,
encontrei o sal e a sede do mar,
onde o amor se deita e não se perde,
onde a paixão se ergue sem falar.
Teu olhar tem espuma e tempestade,
mas também tem calma de luar,
é farol, é sonho, é claridade,
é tudo o que eu quis naufragar.
Se o amor é vasto como oceano,
a paixão, então, é seu cantar,
e eu, um barco frágil e humano,
me deixo inteiro te ancorar
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