O Hospital Esperança não é lugar de finais felizes. É onde o tempo anda rápido demais para algumas crianças - e lento demais para quem cuida delas. Minho sabe disso. Ele aprendeu a sobreviver ali sem se apegar. Sem sentir demais. Sem deixar que nada o toque por dentro. Até Jisung chegar. Terapeuta musical, Jisung enche os corredores de riso, desafina nas músicas que canta com os pacientes e olha para cada criança como se ela ainda tivesse um mundo inteiro pela frente. Ele sente por todos. E Minho odeia isso. Ou finge que odeia. Porque, por dentro, Minho sente tudo. Cada vez que Jisung sorri. Cada vez que o toca, sem tocar de verdade. Cada vez que o faz lembrar do que é estar vivo. Eles trabalham juntos. Eles se veem todos os dias. Mas Minho não pode - ou não consegue - admitir o que sente. E enquanto a vida insiste em ser frágil ao redor deles, o sentimento cresce. Silencioso. Contido. Real. Porque amar no fim... ainda é amor. E Minho, mesmo calado, ainda está aqui. ATENÇÃO: NÃO FAÇO HOT EXPLÍCITO.
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