Me Odeia Depois

Me Odeia Depois

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WpMetadataNoticeUltima pubblicazione mer, giu 11, 2025
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Narrativa
Storie d'Amore
Ainda te odeio. Pelo menos é o que eu digo pra mim mesma. Ele está ali. De novo. Encostado no batente da porta como se o mundo girasse em torno do próprio corpo. O mesmo sorriso de canto, o mesmo olhar que me desmontava em segundos e que agora eu finjo ignorar - mesmo sabendo que, no fundo, ele ainda sabe exatamente como me tocar sem encostar um dedo. Alex. Ele sempre aparece quando eu juro que já superei. Quando estou a um passo de esquecer. Quando finalmente me convenço de que o que a gente teve ficou lá atrás, onde devia estar: no passado. Mas ele reaparece. Como uma maldita recaída. Como uma lembrança quente no meio da madrugada. Como o gosto do que eu tentei apagar da pele, mas não saiu. - Ainda não aprendeu a me evitar? - ele pergunta, com a voz baixa, rouca demais pra essa hora da noite. - Eu é que devia perguntar isso. - Minha resposta sai seca. Mas minhas mãos tremem, escondidas nos bolsos da jaqueta. A verdade é que eu o odeio. Por me conhecer tão bem. Por ter ido embora no momento errado. Por ainda me olhar como se me amasse - mesmo depois de ter dito que não dava mais. Odiar Alex é fácil quando ele não está por perto. Mas quando está... Quando ele me encara assim, como se ainda fôssemos nós dois, como se o fim nunca tivesse existido... Eu esqueço todas as razões pelas quais o perdi. E lembro de todas as vezes em que ele me teve. - Talvez o nosso problema nunca tenha sido a falta de amor. Talvez tenha sido o tempo. Ou o orgulho. Ou o fato de que a gente sempre foi bom demais entre os lençóis... e péssimos no resto. Mas agora ele está aqui. E eu sei como essa história termina. Com bocas coladas. Com promessas vazias. Com mais uma noite tentando matar um sentimento que, no fundo, a gente nunca deixou morrer. E mesmo assim... Mesmo assim, eu deixo a porta se fechar atrás de nós.
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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