A Grande História de Arcádia

A Grande História de Arcádia

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Jun 12, 2025
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Non-Fiction
• | No silêncio que restou após a queda da antiga existência, quando até o tempo se calou diante da destruição, algo além da morte sussurrou. Os Ancestrais, envoltos em véus de lembrança e saudade, cantaram. Não era um canto de guerra nem de alegria - era o cântico do fim e do recomeço. • | Do eco desse lamento nasceu a Fênix, envolta em chamas que não queimavam, mas iluminavam a ausência. Ela abriu as asas pela primeira vez, e no bater do fogo primordial, algo despertou no vazio. Mas antes de criar, ela chorou. • | Eram lágrimas pesadas, feitas da dor por tudo o que havia sido perdido. Caíam como cometas silenciosos, tocando o nada com ternura. Onde cada lágrima tocava, a vida brotava - não como um grito, mas como um sussurro reverente. Montanhas se erguiam, rios serpenteavam, estrelas nasciam como pequenas memórias cintilantes do que já foi. • | Assim, Arcádia nasceu - não de poder, mas de pesar; não da explosão, mas do pranto. Um universo onde a beleza carregava a marca da perda, e a esperança surgia como aurora depois de um luto infinito.
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Não, não havia esperança. As circunstâncias da vida, a palidez dos momentos e a bruma do coração talvez fossem os culpados. "O que pensar sobre a existência se não no fim dela?" - valia-se de um eufemismo para não acostumar com o absurdo da ideia que há tempos ganhava palco em sua mente. Enquanto lentamente se permitia definhar, Luana, a garota espremida entre a multidão, agarrada a um moletom vermelho e fones de ouvido escondidos pelo capuz, não exigia nada além de uma cama quente, silêncio e um livro. Já não vivia. Existia. Dando continuidade à rotina fatigante unicamente pelo senso de obrigação e medo da morte. Habitava numa tempestade silenciosa. Um temporal eterno. Gelado e escuro. E foi lá, entre os trovões ensurdece(dores) e gritos mudos, que a figura do para-raios, de um jeito imprevisível, apareceu. Um para-raios de sorriso determinado e assumidamente incapaz de esquecer os relâmpagos que vira nos olhos dela. Luana ainda não sabia, mas o futuro do reino do terror estava seriamente ameaçado. '''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''' PLÁGIO É CRIME!

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