Cecília, de 25 anos buscou no Kansas um porto seguro. Após ser assediada e ameaçada por um stalker perturbado, ela viu na casa do avô a chance de respirar e recomeçar. Sem revelar o verdadeiro motivo da fuga, dedica-se a ensinar balé para meninas de cinco anos, encontrando alegria na inocência delas e na simplicidade da vida interiorana. Sua arte é seu refúgio, e a perfeição de seus movimentos esconde o medo constante.
Adrian, aos 36 anos, viu seu mundo desmoronar com uma lesão que encerrou sua promissora carreira no hóquei. A raiva e a frustração o consumiram, levando-o a afogar suas mágoas no álcool e a se envolver em brigas no clube de motoqueiros que herdou, o bar e a academia. Seu único ponto de luz é a sobrinha Sophie, filha de sua irmã viúva Helen. É Sophie quem, com a persistência típica de uma criança, convence o tio relutante a assistir à sua primeira apresentação de balé.
No palco simples do teatro da cidade, Adrian é atingido em cheio. Não pelas piruetas das crianças, mas pela professora. Cecília, dançando com suas alunas, move-se com uma graça etérea e uma precisão hipnótica que Adrian jamais imaginou ser possível. Ele fica perdido, encantado por uma beleza e uma disciplina tão distantes de seu universo caótico.
Uma atração poderosa e inesperada nasce entre os dois. Cecília, inicialmente cautelosa, sente-se inexplicavelmente atraída pela intensidade e percebe por trás da fachada de durão de Adrian.
Adrian, por sua vez, vê em Cecília e em seu mundo de disciplina e beleza uma possibilidade de redenção, um motivo para tentar ser melhor e controlar sua raiva e seu vício.
Mary o odeia. Não no sentido figurado - ela odeia mesmo. Ethan destruiu sua paz antes de sumir do país, e agora voltou, com aquele sorriso cínico e o mesmo olhar de superioridade.
Ethan a provoca só pelo prazer de vê-la irritada. Não perde tempo. Zomba, desafia só pra ver até onde consegue levar a paciência dela.
Ela tenta não mostrar, mas ele sabe exatamente onde ferir.
Ela, a nerd bolsista. Ele, o bad boy rico.