Sequestrada pela irmã gêmea da minha namorada
Safira e Sarah são irmãs gêmeas. Iguais no rosto, perigosamente diferentes na essência. Enquanto Safira comanda uma das gangues mais temidas da cidade, impondo respeito pela violência e pelo medo, Sarah lidera a facção rival ,estratégica, silenciosa e conhecida por nunca agir sem cálculo.
Safira namora Juliette. O que existe entre elas nunca foi um relacionamento comum. É conturbado, intenso e cruel. Para Safira, Juliette sempre foi posse, descarga de tensão, prazer e controle. Para Juliette, era amor ou pelo menos o que ela acreditava ser amor. Entre sexo, dependência emocional e agressões constantes, Juliette se convenceu de que aguentar fazia parte de amar.
Sarah sempre soube quem Juliette era. Sempre soube que ela era a namorada da irmã. E foi exatamente por isso que a escolheu.
O plano era simples: sequestrar Juliette e atingir o ponto fraco de Safira. Mostrar que ninguém é intocável. Que até a rainha da violência sangra quando se perde aquilo que ama.
O que Sarah não esperava era descobrir que Juliette não era o ponto fraco de Safira - era apenas mais uma vítima do seu jogo de poder.
Conforme os dias passam em cativeiro, Sarah começa a enxergar marcas que vão além das físicas. O medo constante. A normalização da dor. O amor que existe apenas de um lado. E, pela primeira vez, o plano começa a rachar.
Porque Juliette não é uma moeda de troca.
Ela é alguém que nunca foi amada da forma certa.
E enquanto Safira reage com fúria pela afronta, não pela perda, Sarah se vê diante de uma escolha perigosa: usar Juliette até o fim... ou quebrar todas as regras e enfrentar a própria irmã para impedir que ela volte para o inferno de onde foi tirada.
Às vezes, sequestrar alguém não é o crime.
O crime é devolver.