Instável.
Essa palavra me veste, me define, me nomeia.
Intensidade?
Ah, esse é o meu sobrenome.
Tenho culpa por não saber sentir pouco?
Por enxergar o mundo com olhos que mergulham fundo, enquanto tantos apenas flutuam na superfície?
Culpa por não conseguir ver a vida como algo comum, por não conseguir ser literal, rasa, prática?
Por sentir a letra da música como se fosse um segredo só meu, por conversar com o papel e a caneta como se fossem velhos amigos?
Alguns têm medo do profundo.
Outros... nunca chegaram lá.
Se acostumaram com a areia quente, o sol constante, sempre indo embora antes do pôr do sol, porque para eles, o fim do dia já não tem tanta graça.
A vida, para muitos, virou rotina.
Ficaram de pé uma vez...
mas se sentar é mais confortável, não é?
Mas pra mim, não.
Pra mim, o desconforto vale a pena se for por algo que pulsa.
Se você sente isso também, essa vontade de ir mais fundo, de viver e entender tudo o que sente...
Então vem.
Se sinta a vontade, esse livro foi feito pra você.
Aqui tem uma alma bagunçada,
cheia de emoções que não cabem numa só página.
Mas tudo bem.
O que seria da vida...
sem a beleza do caos?
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