Perfeito Insuportável

Perfeito Insuportável

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Dec 19, 2025
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Fiction
Romance
Manuela odeia Rafael. Um ódio cultivado desde a infância, impulsionado pelas comparações incessantes de sua mãe, Dona Lúcia, que idolatra o "sobrinho" perfeito. Rafael, filho da melhor amiga da mãe de Manu, é tudo o que ela não é: bem-sucedido, charmoso, impecável e irritantemente atencioso - especialmente com sua mãe. Para Manu, ele é a própria personificação do clichê irritante que ela tenta fugir. Quando um vazamento no apartamento de Manu a deixa sem casa e sem opção, o destino (e o dedo de sua mãe) a força a cruzar a porta do apartamento vizinho. O apartamento dele. Agora, Manu e Rafael são obrigados a conviver sob o mesmo teto. Com provocações diárias, disputas por controle remoto e a presença constante das mães conspirando para uni-los, o que começa como uma guerra fria de farpas e sarcasmo pode, inesperadamente, acender uma faísca. Será que a perfeição irritante de Rafael esconde algo mais profundo? E a rebeldia de Manu pode, enfim, ceder a um sentimento que ela jamais esperava sentir por seu arqui-inimigo?
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#112
cliche
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Ela precisava tentar mais uma vez antes de desistir, e não aguentava mais do mesmo. Então por que não algo tão diferente quanto voltar para casa? Fugir era a ação que definia seu estilo de viver. Fugia da hipocrisia humana, do preconceito alheio, dos julgamentos sem fundamentos e dos demônios internos. Sempre fugindo, procurando algo indefinido, que nem sabia se existia. Mas tinha certeza de que faltava alguma coisa para aquilo que chamavam de viver fazer sentido. Podia parecer fraca para quem olhasse, mas a única coisa que a mantinha ali, procurando - ou fugindo - era essa certeza. Essa intuição que transpassava a de mãe; era a razão da sua existência. Quem a olhava nos olhos poderia sentir sua determinação, porém somente se a conhecesse o suficiente para conseguir passar das lágrimas e do ódio que ela emitia como raios não só de sua visão, mas de todo seu corpo. Mesmo sabendo para onde estava voltando, queria dar uma segunda chance antes de desistir. Não vivia, somente existia, perambulando de lá para cá no mundo, passando despercebida por muitos e ignorada pela maioria. Porém, talvez sua intuição estivesse certa, afinal. Talvez, mas somente talvez, destino existisse.

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