ENTRE SOMBRAS E PROMESSAS

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"- Eu te avisei, princesa... - A voz dele arranha meu ouvido, grave, perigosa, suja. - Você não some de mim. Nunca mais. Ele me prensou contra a parede, uma mão segurando meus pulsos acima da cabeça, a outra apertando minha cintura como se quisesse me moldar às mãos dele. - Solta... - minha voz falha, morre antes de terminar. - Diga mais alto - ele rosna. - Talvez eu obedeça... ou talvez eu te faça implorar mais um pouco. O cheiro dele. A presença dele. O corpo dele encostado no meu como uma sentença. Eu odeio. Odeio o quanto eu quero. Odeio o quanto ele sabe disso. - Você fugiu uma vez - seus olhos queimam os meus. - Não vai fugir de novo. Porque, se você é o inferno... então, eu sou o demônio que vai te arrastar pra ele."
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Ódio à primeira vista existe, podendo ser comprovado por Cruz e Montenegro. Eles se odeiam desde o primeiro momento, desde a primeira conversa, desde o primeiro dia de trabalho. A pior parte? É não poderem romper esse vínculo e ainda terem que se aturar pelo período de três meses, no qual o ódio aumenta gradativamente. Será que esse sentimento poderá mudar entre operações, casos e investigações? Ou todo esse ódio irá destruí-los?

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