Entre árvores imóveis e um vento que corta, algo se perdeu. E, enquanto a neve cai, o passado encontra sempre um jeito de abrir caminho de volta. Rikard estava certo de ter enterrado o próprio passado, como quem apaga pegadas na neve. Até que ele bateu à porta. Para Rikard, aquilo parecia ter surgido do nada. Mas o passado nunca chega assim. Ele vem aos poucos, seguindo marcas que julgamos apagadas, redesenhando memórias que nunca quiseram ser revisitadas. VINTER é como um relógio quebrado. Rikard é uma alma cansada de correr.
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