"Refém do Teu Roubo"

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🗝️ Refém do Teu Roubo Eles invadiram a Casa Blanca jurando que nada daria errado. Seiscentos milhões, armas carregadas, um plano perfeito - tudo calculado, milímetro por milímetro. Mas como calcular o caos quando a traição é plantada dentro do próprio cofre? Como fugir quando as portas se fecham atrás de você, selando segredos, bombas, feridas abertas? Quantos dias se sobrevive respirando o mesmo ar que seus inimigos? Quantas mentiras podem caber dentro de quatro paredes de concreto e medo? E quando o ódio começa a queimar mais que a pólvora, quem protege o coração? Logan Torrance nunca amou ninguém - mas está pronto para morrer por aqueles que chama de família. Dakota Roitman sempre caçou criminosos - agora está presa entre eles, obrigada a encarar a besta de olhos verdes que não sabe se a quer morta ou nua. Tomaz Stuart ri do medo, mas até o riso tem limite quando a fome e a tensão mastigam a sanidade. Eva Martinez cuida de todos, mas quem cuida dela quando a fé desaba? Zara Jones prefere o fogo à submissão - mas quem controla o fogo quando ele ameaça queimar o que ela mais quer? Numa guerra de facas, balas e verdades engasgadas, o que explode primeiro: A parede de concreto ou o coração de quem prometeu não sentir nada? A cada segundo, a Casa Blanca se torna uma jaula. A cada olhar, o pecado se arrasta entre eles. E no fim, quem é refém de quem? Do dinheiro? Da culpa? Do ódio? Ou desse amor miserável que devora tudo enquanto as bombas ticam, ticam, ticam... Quando se rouba o mundo, mas perde a própria alma, ainda existe fuga?
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  • You're My Light

Ela precisava tentar mais uma vez antes de desistir, e não aguentava mais do mesmo. Então por que não algo tão diferente quanto voltar para casa? Fugir era a ação que definia seu estilo de viver. Fugia da hipocrisia humana, do preconceito alheio, dos julgamentos sem fundamentos e dos demônios internos. Sempre fugindo, procurando algo indefinido, que nem sabia se existia. Mas tinha certeza de que faltava alguma coisa para aquilo que chamavam de viver fazer sentido. Podia parecer fraca para quem olhasse, mas a única coisa que a mantinha ali, procurando - ou fugindo - era essa certeza. Essa intuição que transpassava a de mãe; era a razão da sua existência. Quem a olhava nos olhos poderia sentir sua determinação, porém somente se a conhecesse o suficiente para conseguir passar das lágrimas e do ódio que ela emitia como raios não só de sua visão, mas de todo seu corpo. Mesmo sabendo para onde estava voltando, queria dar uma segunda chance antes de desistir. Não vivia, somente existia, perambulando de lá para cá no mundo, passando despercebida por muitos e ignorada pela maioria. Porém, talvez sua intuição estivesse certa, afinal. Talvez, mas somente talvez, destino existisse.

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