Uma Coroa De Cristal
O reino ardia em cinzas e o palácio, outrora meu sonho, desmoronava sob o feitiço do Mago. Eu corria entre escombros, sentindo a mão do Príncipe guiar a minha com uma gentileza educada, mas vazia de alma; ele protegia a noiva escolhida pela Igreja, não a mulher que amava. Eu era a plebeia crente, fiel aos meus princípios de salvar o povo, mas meu coração pesava ao notar que, mesmo no caos, os olhos dele nunca buscavam os meus. Quando uma guerreira surgiu entre as chamas para nos abrir caminho, vi o olhar dele se acender por ela com a paixão que nunca teve por mim. Ali, entre a fuga e a ruína, entendi que reconstruiria o reino por fé e dever, mas seguiria aquela jornada profundamente sozinha.