são escritas ,nada intencionais,que saíram do mais singelo descompasso de existir.
Recebi sua carta por intermédio de sua irmã mais moça, Cecília.
Aconselho a não gastar seu tempo remoendo lembranças adoráveis se elas lhe fazem mal. Vá fazer outras - o tempo, minha cara, é curto.
Da minha parte, foram tempos graciosos.
Quanto à sua pergunta sobre se nosso encontro poderia ter sido diferente... não sei.
Seria uma lástima não tê-la conhecido. Aprendi muito com o tempo que partilhamos.
Ainda guardo com carinho a lembrança dos seus dedos ágeis tocando piano. (Já pensou em se tornar profissional? Talento não lhe falta!)
Ah, meu bem -
não pense que não te amei só porque acabou.
Os amores vêm e vão.
Os prazeres chegam de supetão, nos consomem, e por um instante acreditamos que morreríamos sem o toque da nossa paixão.
Mas, como tudo na vida, até os melhores gozos têm fim.
De seu caro amigo,
Alexandre