The Border - Amor, guerra e as cicatrizes que cruzam o impossível.
No fatídico ano de 1950, quando a península coreana se viu abruptamente dividida - como se um invisível fio cortasse não só a terra, mas também as esperanças, os sonhos e a própria carne dos que ali viviam - Areum
nasce no Norte, num lar onde a escassez não se anuncia com alarde, mas se insinua silenciosa, invasiva, a corroer as frágeis estruturas de uma família já por demais marcada pelas promessas desfeitas e pelas ausências que a História impõe.
Eis que, nesse cenário de ruínas ainda não consolidadas, quando a guerra explode em toda a sua brutalidade - como uma fera faminta que tudo devora e que nada escolhe -, Areum vê-se, quase sem opção, impelida a atravessar essa linha imaginária que separa mais que territórios: separa vidas, corações e destinos.
É nesse limiar, entre o medo e a esperança, entre o silêncio dos muros e a urgência do olhar, que surge uma outra alma, cuja carrega cicatrizes invisíveis, traços indelevelmente marcados por um passado que se recusa a se dissolver no esquecimento.
Numa terra onde cada passo é vigiado, onde cada palavra pode ser sentença, eles erguem, em meio aos escombros da guerra, um frágil santuário tecido de poesia, silêncio e humanidade - uma esfera de fugidia ternura num mundo que se desfaz.
"The Border" não é apenas o relato daquelas fronteiras geográficas e políticas, mas, sobretudo, o exame pungente e delicado dos limites que nos confinam - entre o dever e o desejo, entre a terra que nos prende e o céu que nos chama, entre o que nos separa e, por vezes, entre aquilo que ousa, contra todas as razões, unir.
É um romance histórico que se insinua pela alma, uma ode silenciosa ao amor que desafia as intempéries da guerra e aos territórios inexplorados que só o coração é capaz de conquistar.
No deslumbrante Colégio Austen Academy, Mia Cavalcanti, o sol em pessoa, vê sua vida perfeita abalada pela chegada de Scarllet Vargas, uma garota de olhar intenso e atitude desafiadora. O que começa como uma irritação mútua e sarcasmo, logo revela uma tensão magnética e um desejo inesperado, provando que a linha entre a repulsa e a atração pode ser incrivelmente tênue.