De um lado, Matthew: 121 anos de pura decadência estética, ironia afiada e lace preto. Vampiro, sim - mas daqueles que citam Nietzsche num karaokê gótico enquanto fazem carão pra lua. Dono de um ego do tamanho de um cemitério e de um projeto espiritual chamado Igreja Gótica do Caos Existencial, ele vive como se cada noite fosse um ensaio geral para sua grande entrada no inferno - de preferência, com trilha sonora do My Chemical Romance.
Do outro, Luís: 56 anos, ranzinza profissional, mais café que sangue nas veias e um contrato vitalício com a Agência de Controle de Anomalias Paranormais (vulgo "Inferno S/A"). O que ele queria mesmo era uma aposentadoria, uma cerveja morna e nunca mais ouvir a palavra "criatura da noite". Mas o universo, cruel como sempre, jogou Matthew no seu caminho.
O resultado?
Uma dupla improvável, um surto coletivo, e uma sucessão de eventos tão absurdos que fariam o diabo pedir demissão. Entre caçadas paranormais, crises existenciais com purpurina e confrontos entre coturnos e chinelos ortopédicos, Vampiros Não Usam Cartão de Ponto é uma comédia sombria sobre caos, burocracia, e a estranha amizade que nasce quando um vampiro dramático demais encontra um caçador velho demais pra essa merda.
Dante Yildirim é o herdeiro de um império de perfumes, conhecido pela frieza implacável que lhe rendeu o apelido de "Sultão de Gelo". Metódico e obcecado por controle, ele acredita que tudo - inclusive o amor - pode ser destilado em um frasco. No entanto, quando seu visto de permanência é ameaçado, Dante se vê forçado a encontrar uma solução rápida para salvar seu legado: uma noiva de fachada.
Bia Silva é o caos em forma de doçura. Confeiteira, moradora do subúrbio e dona de curvas generosas, ela vive cercada de açúcar, barulho e uma alegria contagiante. Após um desastre financeiro que coloca seus sonhos em risco, ela aceita a proposta mais bizarra de sua vida: fingir ser a noiva do homem mais arrogante e rígido do Rio de Janeiro.
O contrato era claro: zero sentimentos, nada de doces e silêncio absoluto.
Mas o plano de Dante não contava com a força da natureza que é Bia. Entre jantares de gala e churrascos na laje, o protocolo rígido do Sultão começa a ruir. Ele logo descobre que não há fórmula química que resista ao cheiro de coxinha fresca e ao riso de uma mulher impossível de ignorar.
Agora, o homem que sempre buscou a essência perfeita vai entender que a felicidade é um aroma imprevisível, barulhento e apaixonante.
Uma comédia romântica deliciosa sobre como o gelo derrete quando encontra o verdadeiro sabor da vida.