Yes to heaven - Bellamy Blake

Yes to heaven - Bellamy Blake

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jun 3, 2026
Tudo que Amitris tem e conhece é a floresta e ela mesma. Sendo sozinha e livre desde que consegue se lembrar, ela se mantém distante de tudo e todos, longe dos conflitos e demandas que pertencer a algum lugar traz. Mas tudo muda quando em um dia qualquer algo caí do céu, e como se fosse um aviso dos próprios deuses, ela se encontra presa a um homem que jamais imaginou que iria conhecer um dia. Bellamy se lembrava do que sua mãe disse quando ficou doente ao ponto de delirar, as palavras estavam lá no fundo de sua mente como um aviso o assombrando. "A garota da floresta estará sempre com você. Ela é o seu destino." Sua voz era tão trêmula quanto seu corpo. O pequeno Bellamy, aquele de muitos anos atrás, apenas com 10 anos, não entendia. Não havia floresta no céu, sua mãe só podia estar ficando maluca. Mas o Bellamy de agora entendia.
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ÚLTIMA ORDEM| LORETTA WALTER JAMAIS conhecera a dor crua de um campo de batalha, o rasgar da carne, o eco dos tiros ou o peso de uma arma nas mãos. Mas conhecia - profundamente - o tipo de dor que a guerra deixava para trás, aquela dor silenciosa da ausência que gritava nos cantos vazios da casa, o luto sem corpo, sem despedida. Seu pai fora um desses homens que nunca voltaram, não houve enterro digno, nem última palavra. Apenas um caixão vazio descendo à terra, carregando consigo tudo o que um dia tivera nome, poder e história. Com ele, não foi enterrado apenas um homem - foi soterrada toda uma vida. O que restou foi um sobrenome sem peso, uma casa sem voz... e um futuro que, pouco a pouco, deixava de existir. Agora, em um dia qualquer - tão comum que doía - Loretta trocava o verde vivo dos campos e o cheiro forte dos cavalos por algo infinitamente pior: o cinza sufocante de Birmingham, a cidade que não respirava. As fábricas cuspiam fumaça como feridas abertas, e o barulho incessante das máquinas parecia mastigar qualquer resquício de esperança. THOMAS SHELBY VOLTOU, mas não o mesmo. O garoto de sorriso fácil, que um dia partira carregando promessas e leveza, não existia mais, em seu lugar havia um homem moldado pela guerra - rígido, fechado, perigoso. Havia cicatrizes visíveis em sua pele e algo dentro dele estava irremediavelmente quebrado. A guerra o consumira por dentro. E aquilo o tornava pior. Muito pior do que ele próprio era capaz de admitir. Até que ele a viu. Entre o cinza opressor da cidade, emoldurada por uma janela simples, estavam aqueles cabelos flamejantes - vivos demais para aquele mundo morto - e olhos castanhos que não desviaram. Naquele instante, algo mudou. O mundo já havia se tornado um lugar mais cruel. A guerra garantira isso. Mas, talvez... apenas talvez... o encontro entre Thomas e Loretta estivesse prestes a torná-lo ainda mais perigoso - ou, que

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