Rachaduras do tempo

Rachaduras do tempo

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WpMetadataReadComplete Sat, Jul 12, 2025
Sitra é uma viajante do tempo - metade humana, metade algo mais profundo e desconhecido. Cada salto entre passado e futuro deixa marcas em seu corpo: olhos outrora claros tornam-se negros como a noite, e rachaduras se espalham por sua pele como cicatrizes de eras que não lhe pertencem. Ela não escolhe quando ou pra onde vai - apenas é lançada, como uma peça deslocada do tabuleiro da existência. Em uma de suas voltas, Sitra surge em um bar quase vazio. Jazz suave, copo na mão, e o nome Maicon ecoando na mente. Ele entra. Alto, estranho, familiar. Dessa vez, não a reconhece. E ela... não sabe exatamente quem ele é - só sente. Um vínculo inexplicável, como se ele fosse a âncora de todas as versões dela mesma. Em meio a memórias partidas, desejo contido e um destino implacável, Sitra e Maicon vivem um amor à beira do abismo. Um romance que atravessa as linhas do tempo, mas que talvez não resista às rachaduras que o tempo impôs. *Rachaduras do Tempo* é uma história sobre amor, perda, fragmentos de identidade e o preço cruel de se lembrar demais... ou de esquecer.
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Parte 1 de uma série de histórias Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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