Helena passa os dias entre caixas empoeiradas e páginas frágeis, restaurando documentos antigos em um instituto silencioso, onde as palavras já foram ditas há muito tempo. Sua vida é feita de rotinas calmas, colegas cordiais e silêncios que parecem durar mais do que deveriam.
Até encontrar um poema.
Um manuscrito sem data, sem assinatura - apenas versos sobre um homem ideal, descrito como um mito. Algo nele a toca profundamente. E, naquela mesma noite, Helena sonha com um jardim. E no jardim, encontra Narciso.
Ele é tudo o que os versos prometeram: misterioso, encantador, impenetrável. A cada sonho, um novo cenário, uma nova camada. E, quanto mais Helena se aproxima dele, mais se afasta do mundo real.
Mas o que começa como curiosidade se transforma em obsessão.
Enquanto os sonhos se tornam mais vívidos - e Narciso mais difícil de entender -, Helena precisa escolher entre permanecer onde tudo parece perfeito... ou acordar para um mundo que já não parece mais suficiente.
Um romance onírico, melancólico e profundamente íntimo sobre idealização, solidão, e o perigo de amar uma ilusão.
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