
Em Lumiére, antes mesmo da fratura, já se refletia sobre como a morte poderia ser dolorosa - fosse ela causada por um Nevron ou pelo avanço da idade. O primeiro choro de uma criança, recém-saída do ventre materno, era visto como um lamento diante da única certeza da existência: o descanso eterno. Alguns insistiam em ignorar esse fatídico dia, outros estremeciam de medo só de pensar. Julie preferia lutar pelo próximo dia - mesmo após sua tutora, com relutância de seus pais, travar na lousa o ano de sua morte. Mesmo possuindo aquele mesmo pesadelo que a atormentava quase toda noite, onde seu algoz atravessava com uma espada longa as suas entranhas. E, por algum motivo, ele era o estrangeiro que acabara de chegar na cidade. Como Julie poderia sonhar com um homem que nunca vira antes? E por qual motivo, mesmo com medo, o olhar dela insistia em procurar entre a multidão àquele, com uma pequena mecha pálida entre os cabelos negros, que insistia em ser o guia para a próxima expedição que zarparia em breve?All Rights Reserved
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