VERLESO

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jul 14, 2025
Em Lumiére, antes mesmo da fratura, já se refletia sobre como a morte poderia ser dolorosa - fosse ela causada por um Nevron ou pelo avanço da idade. O primeiro choro de uma criança, recém-saída do ventre materno, era visto como um lamento diante da única certeza da existência: o descanso eterno. Alguns insistiam em ignorar esse fatídico dia, outros estremeciam de medo só de pensar. Julie preferia lutar pelo próximo dia - mesmo após sua tutora, com relutância de seus pais, travar na lousa o ano de sua morte. Mesmo possuindo aquele mesmo pesadelo que a atormentava quase toda noite, onde seu algoz atravessava com uma espada longa as suas entranhas. E, por algum motivo, ele era o estrangeiro que acabara de chegar na cidade. Como Julie poderia sonhar com um homem que nunca vira antes? E por qual motivo, mesmo com medo, o olhar dela insistia em procurar entre a multidão àquele, com uma pequena mecha pálida entre os cabelos negros, que insistia em ser o guia para a próxima expedição que zarparia em breve?
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ISSO FOI HA UM MÊS - Eu so queria algo para acreditar, algo que fosse confiável. Que fosse meu. Estavam todos tão errados sobre mim. E em uma dessas viagens a procura do que era certo para mim, conheci uma pessoa Ellie Doe. Ela foi tão imprevisível quanto tempestade em pleno verão, tão inocente quanto criança esperando presente de nata aquele sorriso criou uma sensação tão desconcertante dentro de mim que tive medo de acreditar. Ela chegou toda tímida, sem interesses e eu estava como um fracassado esperando que ela me dissesse algo que me fizesse sorrir, não precisou de muito ela apenas me olhou meio desajeitada. Sim, era pouco tempo demais, estava completamente perdido, de novo. Aquele jeito frio me abandonou, e por incrível que pareça eu sentia falta dele. Porque eu sabia que me apaixonar por uma garota que conheci durante o Fim de semana, iria doer demais. Talvez eu estava tão desesperado que me deixei levar pelo primeiro sentimento frustrante que me surgiu. Ellie Doe Serio cara? Sem chances nem tente! E ISSO SOU EU AGORA DEPOIS DO ACAMPAMENTO DE VERÃO. - Me reconheça por favor- sussurrei.- me encontre, eu não estou tão perdido quanto parece - Murphy! Aparece por favor- implorou Ellie. - Aqui...- tentei um pouco mais alto. - Aparece Murphy...- saiu meio falhada pela primeira vez.- eu te amo Murphy... Ouvir aquilo me fez sorrir, eu estava sozinho mas via todo mundo, eu estava sangrando, conseguia sentir meus pulmões ficarem entupidos, estavam se fechando. Minha respiração falhava e uma constante vontade de chorar irradiava meu peito. Ela estava tão perto mas não podia me ouvir. Meus olhos começaram a se fechar, minhas mãos procuravam apoio. - Também te amo Ellie.- e fechei os olhos. Foi quando senti uma mão quentinha encostar no meu peito acompanhada de uma voz feminina doce, era Ellie. - Murphy!- seus braços me envolveram em um grande e confortável abraço. Naquele exato momento eu lutei para me manter vivo. Por ela.

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