Meu nome é Ivy Valentine, e eu achava que ser assistente de marketing da Apex Racing seria só mais um emprego. Sabe, aquele tipo de função em que você finge estar ocupada no Excel enquanto sonha com férias em uma ilha? Pois é. Só que, em vez disso, acordei no meio de um paddock cercada por câmeras, contratos absurdos, egos do tamanho de um grid inteiro e dois pilotos que parecem ter saído de um reality show: "Como dar trabalho pro RH em 10 segundos".
Matteo e Ethan são tudo, menos previsíveis. Um tem o charme de um comercial de perfume e a maturidade de um furacão. O outro? Um meme ambulante com uma conta bancária perigosa e um sorriso que faz qualquer um esquecer onde deixou a dignidade. Minha missão? Convencer o mundo de que esses dois são exemplos de profissionalismo. Fácil, né? Claro que não.
Entre apostas que eu nunca aprovei, comentários do tipo "mas foi só um beijo técnico" e confusões dignas de processo judicial, minha vida virou um pit stop emocional. Eu juro que só queria trabalhar, pagar boletos e, quem sabe, ganhar um bônus. Agora tô apagando incêndio com café gelado e lembrando por que aceitei esse inferno... digo, esse cargo.
No meio de carros potentes, segredos de bastidor e assessorias de imprensa com energia passivo-agressiva, descobri que controlar a imagem dos outros é fácil comparado a lidar com a minha própria. Porque, acredite, o maior risco aqui não é bater na pista, é bater o coração.
E se você acha que o pior vai ser lidar com os pilotos... espera até me conhecer de verdade. Spoiler: tem surtos silenciosos, crises existenciais no banheiro, e talvez uma leve (ok, nem tão leve) atração por alguém que devia estar proibido por cláusula contratual.
Bem-vindo à Apex Racing. Onde o caos é patrocinado, os escândalos são repostados... e eu? Só queria um emprego tranquilo.