Quando um acidente inesperado aproxima duas pessoas acostumadas à própria solidão e ao próprio orgulho, algo começa a se formar sem que nenhum dos dois realmente escolha. O que surge entre eles é confuso, intenso e, de certa forma, confortável na sua própria desordem. Um sentimento cresce em silêncio, enquanto ambos evitam encará-lo com honestidade. Para ele, não passa de diversão. Para ela, apenas uma distração - uma forma de escapar, ainda que por instantes, da culpa e do vazio que carrega. Mas as definições logo se tornam insuficientes. O que existe entre eles cresce sem pedir permissão, ocupando espaços que nenhum dos dois pretendia ceder. Ainda assim, permanecem fiéis ao próprio orgulho, recusando-se a dar nome ao que sentem. Porque admitir significaria reconhecer uma vulnerabilidade que nenhum dos dois está disposto a aceitar.
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