Prólogo - Entre o Orgulho, a Dor e a Sorte
Elas foram o casal que todos admiravam.
Engfa e Charlotte - um nome que virou manchete, uma paixão que parecia à prova de quedas.
Quase cinco anos juntas. Um casamento recente, a fama consolidada. As duas eram a imagem da perfeição nos outdoors e nos flashes.
Mas a perfeição tem um gosto amargo quando a vida real se infiltra por trás das câmeras.
Engfa sempre foi o muro. A fortaleza silenciosa, reclusa, sarcástica.
Charlotte, a luz. A mulher que transformava tudo em calor, conversa e sorriso.
O problema é que até as luzes queimam quando ficam acesas tempo demais.
E os muros racham.
Nos cinco primeiros capítulos, elas caminharam no limite:
- O brinde solitário de Engfa, afogando mágoas em uísque.
- O set de fotos, onde a intimidade se transformou em encenação.
- O colapso de Charlotte, no meio do palco da tensão, expondo a fragilidade de ambas.
- A noite em que raiva e saudade explodiram em desejo.
- E a manhã seguinte, com um silêncio que gritava verdades não ditas.
E então... a criança.
Uma menina com uma mochila azul-marinho e olhos de mel.
Um bilhete enigmático: "A criança da sorte não erra de endereço."
Agora, elas precisarão enfrentar não apenas as ruínas do relacionamento, mas também o mistério dessa presença.
Será apenas coincidência?
Ou uma daquelas histórias antigas que Engfa ouviu quando criança - sobre crianças que aparecem para curar vidas partidas e ensinar lições que ninguém quer aprender?
A sorte chegou.
Mas será uma bênção... ou uma cobrança?
É o que vamos descobrir, junte-se a mim nessa jornada de descobertas.
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