Eles se reencontraram quando a vida já parecia ter passado.
Fernanda, com o humor ácido de quem já viu de tudo - inclusive o próprio coração ruir.
Walter, com a calma e o silêncio de quem aprendeu a perder sem fazer barulho.
O destino, teimoso, resolveu uni-los de novo - num set de filmagem, numa história sobre amor e resistência.
Mas o que era pra ser apenas trabalho reacendeu o que nunca deixou de existir.
Dessa volta improvável nasceu o que nenhum dos dois esperava: uma filha.
Clara - Clarinha - chegou como um cometa, iluminando o que o tempo tentou apagar.
E foi ali, entre fraldas, noites mal dormidas e risadas cansadas, que eles redescobriram o amor: não o amor da juventude, feito de urgência e desejo, mas o amor maduro, que acolhe, que perdoa, que recomeça.
A história dos dois é feita de silêncios e olhares, de brigas contidas e reconciliações suaves.
É a história de dois artistas, duas almas intensas demais pra caber no mesmo tempo - mas que insistem em se encontrar, uma e outra vez.
Entre câmeras, viagens e a serenidade da serra, Fernanda e Walter aprendem que amar não é perfeito, nem leve, mas é o que dá sentido a tudo.
E mesmo quando o tempo ameaça separá-los de novo, há sempre algo que os mantém ligados - uma cena, uma lembrança, um pequeno corpo adormecido entre os dois.
Angra dos Reis, 2014. Após sofrerem traições de seus namorados, e a morte de Molina - pai biológico de Mavi e de criação de Luma - Luma e Mavi se aproximam e acabam se casando. Os dois se mudam para São Paulo, onde Luma passa a estudar gastronomia. A vida parecia promissora para o casal, mas Mavi vê em Luma a oportunidade de obter um pote de ouro para si. Então, ele arma um plano e pautando - se na ingenuidade de Luma, a faz assinar documentos sem ler, transferindo todo o dinheiro e bens dela para ele. Por fim, ele abandona a esposa sozinha e na miséria na selva de pedra de São Paulo. Desesperada e envergonhada, Luma tenta tenta se reconstruir em São Paulo. Então, ocorre o segundo golpe na vida de Luma: descobriu estar grávida de Mavi pouco tempo depois. Comeu o pão que o diabo amassou, mas se levantou. Por ela. Pela Filha.
São Paulo, 2024. Apesar de todos os obstáculos, Luma prospera e torna-se chef de uma cantina italiana de sucesso e mãe de uma menina sapeca chamada Cecília. Luma recebe uma proposta de trabalho tentadora de assumir um novo restaurante em Angra dos Reis. Aquele lugar que tanto mal lhe causara, era agora a possibilidade de um novo recomeço. Mas, o passado insiste em bater à porta de Luma, trazendo pessoas bem conhecidas de volta para sua vida.