Um amor impossível. Pelo menos, era isso que todos diziam. Desde o início, havia algo nos olhares, nos sorrisos trocados em silêncio, nas conversas que pareciam durar mais do que o tempo permitia. Mas havia também uma barreira inegável: eles eram primos. A família, cheia de tradições e ideias antigas, jamais aceitaria aquilo. Os julgamentos, os sussurros pelas costas, os olhares tortos - tudo era como um aviso constante de que seguir em frente seria um erro.
Mas o que o mundo nunca entende é que o amor verdadeiro não se encaixa em regras, não segue lógica, nem obedece limites. E por mais que o medo tentasse afastá-los, por mais que as vozes externas gritassem mais alto que seus próprios pensamentos, havia uma força entre eles que não podia ser ignorada. Não era apenas paixão ou desejo - era conexão. Uma daquelas raras que acontecem uma vez na vida.
Poderia dar errado? Claro que sim. A dor poderia ser inevitável, e o caminho, cheio de espinhos. Mas para quem sente com a alma, vale a pena arriscar. Porque havia alguém ali - com coragem no peito e esperança no olhar - disposto a enfrentar tudo: a rejeição da família, a opinião dos outros, o peso da culpa. Disposto a fazer dar certo, mesmo quando tudo dizia que não. Porque, às vezes, amar é justamente isso: desafiar o mundo inteiro por um sentimento que não cabe em palavras.
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