𝑪𝑨𝑬𝑳𝑼𝑴
Do frio eterno que o tempo congelou,
Um coração de pedra em silêncio chorou.
O desejo de mãe, guardado na alma,
Que nenhuma imortalidade acalma.
Mas o amor que é forte, que tudo enfrenta,
Não aceita a dor que o silêncio alimenta.
Por caminhos distantes, sem nada dizer,
O urso correu para o milagre trazer.
Em terras distantes, sob um céu ancião,
Um ato de cura mudou o destino na mão.
Um colar de mistério, de graça e magia,
Transformou a promessa na mais pura poesia.
O ventre de gelo se aqueceu com a vida,
A noite mais longa foi, enfim, esquecida.
Nasceu o milagre, o herdeiro do véu:
Metade da terra, chamado de Céu.
E quando os anos trouxeram o amanhã,
Nas matas de Forks, sob a névoa da manhã,
Surgiu a loba branca de olhar cristalino,
Pronta para cruzar o mesmo destino.
Kiona e Caelum, a força e o luar,
Duas naturezas que aprenderam a amar.
Desafiando os pactos, o medo e a guerra,
Mostrando que o Céu também toca a Terra.