"O fim do mundo não chegou com bombas. Nem com fogo.
Veio devagar, no silêncio entre duas mensagens não respondidas."
Em um mundo onde as cidades ruíram não por catástrofes naturais, mas pelo colapso silencioso das emoções humanas, uma garota sem nome - acompanhada de sua gata branca, Nuvem - vagueia por paisagens desertas que espelham seus sentimentos mais íntimos. Ela mora numa estufa abandonada, cuida de flores que não plantou, coleciona objetos quebrados e constrói, pedaço por pedaço, uma maquete em forma de coração.
Esse não é um mundo onde se fala do apocalipse - ele já aconteceu, dentro das pessoas. O livro é sobre o que vem depois.
Sobre o que sobra quando o barulho acaba.
Sobre o que nasce quando se aprende a escutar o próprio silêncio.
A cada capítulo, ela atravessa um bairro com nome de planeta - Saturno, Mercúrio, Marte, Netuno, Vênus, Terra -, cada um representando uma emoção diferente: a desconfiança, a raiva, o medo, a esperança, o desejo, o perdão. Ao longo da jornada, ela encontra um garoto - tímido, paciente, silencioso - que parece disposto a acompanhá-la, mesmo quando ela tenta afastá-lo.
Entre devaneios poéticos, sessões com sua psicóloga (onde o mundo real toca a ficção), coleções de flores e pedaços de coisas esquecidas, a protagonista narra sua reconstrução afetiva, questionando o que significa amar depois da dor, confiar depois da queda, e seguir mesmo quando nada mais faz sentido.
Devaneios de uma Mente Confusa é uma fábula contemporânea sobre solidão, afeto, ansiedade, amor e o caos sutil do mundo moderno - contada através de uma linguagem metafórica, introspectiva e cheia de beleza.
Um livro que não fala do fim, mas do que ainda pulsa depois dele.
Mary o odeia. Não no sentido figurado - ela odeia mesmo. Ethan destruiu sua paz antes de sumir do país, e agora voltou, com aquele sorriso cínico e o mesmo olhar de superioridade.
Ethan a provoca só pelo prazer de vê-la irritada. Não perde tempo. Zomba, desafia só pra ver até onde consegue levar a paciência dela.
Ela tenta não mostrar, mas ele sabe exatamente onde ferir.
Ela, a nerd bolsista. Ele, o bad boy rico.