No silêncio da noite, grita o sofrimento,
Ecoando fundo, nos vãos do pensamento.
Os sentimentos, em turbilhão, se agitam,
No peito cansado, feridas se abrigam.
A dor não pede licença, apenas invade,
Feito sombra fria em tarde sem alarde.
Tristeza dança, com passos lentos e calmos,
Espalha saudade e aperta os palmos.
No peito, um vazio que o tempo não cura,
Uma ausência crua, ferida tão dura.
Mas mesmo entre lágrimas, há resistência,
Pois da dor nasce, às vezes, a consciência.
All Rights Reserved