O mundo gira em um ritmo frenético, um turbilhão de expectativas, prazos e relógios que ditam cada movimento. E por muito tempo, eu tentei me encaixar nesse compasso, correr contra o tempo, lutar contra a maré do que era esperado. Achei que o amor também tinha hora para chegar, um cronograma a ser seguido.
Mas eu estava errado.
O que eu não entendia é que o nosso amor nunca se preocupou com os ponteiros do relógio ou com o calendário pendurado na parede. Ele não surgiu no momento "certo" ou no lugar "esperado". Ele simplesmente... foi. E quando finalmente me permiti parar, respirar e olhar para trás, para cada momento, cada risada, cada olhar trocado, a verdade mais pura e cristalina veio à tona: Sempre Foi Você.
Não foi uma descoberta repentina, mas uma constatação gradual e suave, como o nascer do sol. Era você na minha memória mais antiga, você no meu presente mais constante e você no meu futuro mais desejado. Tudo o que vivi, todas as estradas que percorri, mesmo as que pareciam me afastar, na verdade, estavam me levando de volta para você.
E é por isso que não nos preocupamos mais com a pressa do mundo. Porque temos nosso próprio tempo. Um tempo que não é medido em segundos, mas em sentimentos. Não é contado em horas, mas em momentos de cumplicidade silenciosa. Nosso tempo é elástico, é nosso, é sagrado. É o tempo de construir uma vida que não obedece ao ritmo de ninguém, além do bater dos nossos corações, perfeitamente sincronizados.
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