A temporada de 2025 mal havia começado, mas a Fórmula 1 já estava em chamas.
Depois da surpreendente saída de Max Verstappen rumo à Mercedes, o mundo inteiro voltou os olhos para o substituto que ousou ocupar o banco mais cobiçado da Red Bull Racing. Seu nome? Eric Senna. Um sobrenome de peso, um talento explosivo, e uma boca afiada demais para um novato.
Desde o primeiro dia na garagem, ele não passou despercebido - nem pelos mecânicos, nem pela mídia... muito menos por Yuki Tsunoda.
Yuki estava na equipe havia anos. Lutou por cada ponto, cada corrida, cada centímetro de asfalto. E agora, tinha que dividir o pit wall com um piloto que mais parecia saído de um comercial de perfume: bronzeado, seguro, irritantemente carismático. E pior... rápido. Rápido demais.
Mas o que realmente fazia o sangue de Yuki ferver não eram os tempos de volta.
Era o sorriso torto que Eric lançava cada vez que o encontrava no paddock.
Era o jeito que ele sussurrava perto demais no briefing técnico, como se falasse só para provocar.
Era o olhar desafiador no espelho retrovisor a cada ultrapassagem.
- Cuidado, Tsunoda - dissera Eric, certa vez, com a voz baixa, quase preguiçosa, mas com um brilho cruel nos olhos. - Vai acabar perdendo mais do que só o lugar na equipe.
Yuki o odiava.
Odiava cada célula daquele maldito Senna arrogante.
E, talvez por isso, não conseguia parar de pensar nele.