O Clube L

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Aug 12, 2025
Em 1995, na cidade de Itacoatiara, no coração da Amazônia, três garotas de quinze anos descobrem que as lendas contadas pelos ribeirinhos podem ser mais reais do que imaginavam. Luna, Luana e Lilian formam o Clube L - um grupo de investigação que se dedica a desvendar os mistérios sombrios da floresta. Armadas apenas com curiosidade, cadernos rabiscados e uma amizade inabalável, elas coletam relatos de pescadores e mateiros sobre criaturas que ainda rondam as sombras da mata fechada. Quando um boi é encontrado morto de forma estranha na estrada - com marcas que não são nem de animal, nem totalmente humanas - as garotas percebem que dessa vez não é apenas "conversa de beira de fogão". No verão mais quente que Itacoatiara já viu, algo voltou a caminhar na mata. Algo que conhece o cheiro do medo... e gosta de caçar à noite. Algo que já foi humano um dia. Entre o coaxar dos sapos, o assovio do vento e o cheiro que vem do rio, o Clube L vai descobrir que algumas lendas deixam rastro na lama. E que nem todos os monstros são apenas histórias para assustar criança. Uma história de mistério ambientada na Amazônia dos anos 90, onde folclore brasileiro, amizade e suspense se encontram. Entre no Clube L... se tiver coragem.
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ISSO FOI HA UM MÊS - Eu so queria algo para acreditar, algo que fosse confiável. Que fosse meu. Estavam todos tão errados sobre mim. E em uma dessas viagens a procura do que era certo para mim, conheci uma pessoa Ellie Doe. Ela foi tão imprevisível quanto tempestade em pleno verão, tão inocente quanto criança esperando presente de nata aquele sorriso criou uma sensação tão desconcertante dentro de mim que tive medo de acreditar. Ela chegou toda tímida, sem interesses e eu estava como um fracassado esperando que ela me dissesse algo que me fizesse sorrir, não precisou de muito ela apenas me olhou meio desajeitada. Sim, era pouco tempo demais, estava completamente perdido, de novo. Aquele jeito frio me abandonou, e por incrível que pareça eu sentia falta dele. Porque eu sabia que me apaixonar por uma garota que conheci durante o Fim de semana, iria doer demais. Talvez eu estava tão desesperado que me deixei levar pelo primeiro sentimento frustrante que me surgiu. Ellie Doe Serio cara? Sem chances nem tente! E ISSO SOU EU AGORA DEPOIS DO ACAMPAMENTO DE VERÃO. - Me reconheça por favor- sussurrei.- me encontre, eu não estou tão perdido quanto parece - Murphy! Aparece por favor- implorou Ellie. - Aqui...- tentei um pouco mais alto. - Aparece Murphy...- saiu meio falhada pela primeira vez.- eu te amo Murphy... Ouvir aquilo me fez sorrir, eu estava sozinho mas via todo mundo, eu estava sangrando, conseguia sentir meus pulmões ficarem entupidos, estavam se fechando. Minha respiração falhava e uma constante vontade de chorar irradiava meu peito. Ela estava tão perto mas não podia me ouvir. Meus olhos começaram a se fechar, minhas mãos procuravam apoio. - Também te amo Ellie.- e fechei os olhos. Foi quando senti uma mão quentinha encostar no meu peito acompanhada de uma voz feminina doce, era Ellie. - Murphy!- seus braços me envolveram em um grande e confortável abraço. Naquele exato momento eu lutei para me manter vivo. Por ela.

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