Pamela e Jéssica eram irmãs. Pamela, com 17 anos, sempre foi a mais corajosa, a que enfrentava o mundo de cabeça erguida. Jéssica, 16, era mais delicada, mas com um olhar que escondia força.
Viviam presas numa casa cheia de dívidas por causa do pai. E foi justamente por isso que o destino delas mudou. Sem dinheiro e cercado de cobradores, o pai tomou a decisão mais cruel: vendeu as próprias filhas para os donos do morro.
Os nomes ecoavam como lenda na cidade: Renan Fiorini e Renato Garcia. Jovens, poderosos, temidos. Ninguém ousava desafiá-los.
Naquela noite chuvosa, as duas irmãs foram levadas até uma mansão no alto do morro. O coração batia forte — medo, raiva, incerteza. Quando entraram, a sala luxuosa contrastava com o mundo de pobreza que tinham deixado para trás.
Renan foi o primeiro a aparecer. Alto, tatuagens visíveis, olhar sério que parecia atravessar a alma de Pamela.
— “Então… são vocês.” — disse ele, com a voz fria.
Logo depois, Renato entrou, jogando as chaves de um carro sobre a mesa, encarando Jéssica com um meio sorriso provocador.
— “O velho não mentiu. Bonitas, mas cheias de fogo no olhar.”
As irmãs se entreolharam. Pamela sussurrou:
— “A gente não é mercadoria.”
Renan se aproximou dela, firme:
— “Aqui no morro, vocês não mandam em nada. Mas talvez… com o tempo… aprendam a sobreviver.”
O clima era tenso. Mas entre o medo e a fúria, algo começou a nascer. Renato parecia intrigado com a rebeldia de Jéssica, que não abaixava a cabeça em nenhum momento. Renan, por sua vez, não conseguia ignorar a coragem de Pamela.
Elas tinham sido entregues como “propriedade”.
Mas, sem perceber, estavam prestes a virar muito mais que isso.
Porque no meio do crime, da violência e do poder, duas histórias de amor proibido começariam a se escrever.
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