Your obsession

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Aug 20, 2025
Nunca pensé que cambiaría el calor sofocante de mi isla por un invierno que muerde la piel. Moscú me recibió con un silencio hostil, con calles grises y una ciudad que parecía observarme desde sus sombras. Venía de una vida fácil: mansiones, choferes, viajes y un apellido que pesaba más que yo misma. Pero en el fondo, necesitaba huir. Huí a la universidad Lomonósov buscando un nuevo comienzo... sin imaginar que allí no sería yo quien mirara a los demás, sino quien sería observada. El error estuvo en abrir la puerta de mi dormitorio sin sospechar. El destino tenía un sentido del humor cruel. Frente a mí no había una compañera de cuarto, sino un hombre. Alto, de hombros anchos, con un rostro tan perfecto que parecía una provocación. Sus ojos, sin embargo, no eran bellos: eran una amenaza, un secreto. Oscuros, intensos, como si pudieran leerme sin permiso. Todo en él gritaba peligro. La manera en que me sostuvo la mirada, la calma inquietante de su voz, incluso la forma en que sonrió, como si supiera algo que yo aún desconocía. Ese día entendí dos cosas: que no había escapado, y que el verdadero invierno no estaba afuera, sino en él.
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Dizem que o amor não se controla, mas até onde ele pode ir antes de se tornar destruição? Amar dois irmãos é viver em uma prisão invisível, onde cada batida é tortura, cada sorriso roubado é culpa, cada abraço desejado é pecado. E ainda assim, o coração insiste, insinua, chama... mesmo sabendo que a linha entre paixão e destruição se estreita a cada segundo. É possível dividir o amor sem se perder? É possível sentir inteiro quando se ama alguém e ao mesmo tempo deseja outro? E quando esses amores estão ligados por sangue, história e memória, como decidir quem deve ocupar seu mundo, e quem deve ser apenas lembrança de um sentimento impossível? Escolher se torna um ato de crueldade. Cada decisão é um corte profundo, cada silêncio pesa mais que mil palavras. O amor não pergunta se é certo ou errado, ele apenas exige, arrasta e consome. E amar dois irmãos é desafiar todas as regras invisíveis, é desafiar a própria moralidade do coração, é viver sabendo que nenhum caminho será livre de dor. O coração, então, se transforma em campo de batalha. Desejo contra razão, paixão contra culpa, amor contra impossibilidade. Cada beijo negado é morte lenta; cada sorriso compartilhado é condenação silenciosa. Amar assim é aprender que o impossível existe - e que os limites que julgamos firmes podem ser destruídos por uma única faísca de sentimento. E no fim, resta apenas a pergunta que ninguém ousa responder: será que o coração pode mesmo amar duas pessoas ao mesmo tempo, quando a própria vida insiste que isso não deveria existir? Ou será que o amor, na sua essência mais brutal, não conhece regras, nem limites... e apenas queima, sem pedir licença, sem se importar com quem será destruído?

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