Mesmo antes da guerra Katsuki, gradualmente, vinha perdendo sua audição, as culpadas sendo suas explosões. Na época, com uma mente mais infantil e imatura, via a perda de um dos seus sentidos como uma fraqueza ou, tal como falam; seu calcanhar de Aquiles, por isso não contou a ninguém sobre.
Katsuki percebeu seu grande erro assim que uma doutora - Mariana o nome dela por sinal - entrou em seu quarto, onde passou um bom tempo desacordado, e começou a explicar seu estado, a palavra era direcionada mais para sua mãe, que encontrava-se em pé ao lado de sua cama, mas não foi deixado de notar por Katsuki que enquanto a mulher abria a boca para falar, não saía som algum.
Depois de incrivelmente não explodir o mundo ao seu redor, Bakugou se acostumou com a vida de surdo. Voltou a escola dois meses depois da sua "descoberta sobre sua perda auditiva" com aparelhos feitos sob medida para o próprio. Houveram MUITAS perguntas, muitas delas idiotas e outras nem tanto, mas uma pessoa chamou sua atenção: Izuku Midoriya, seu amigo de infância, Deku (prefiria não o chamar mais assim), o nono portador do One for All, mas, principalmente, aquele quem o havia arrancado - e conquistado - coração do peito de forma tão silenciosa e discreta que foi um processo lento até Katsuki tomar o conhecimento de seus próprios sentimentos.
Ele. Ele estava estranho.
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