S/n tinha 16 anos, mas nunca conheceu a liberdade. Desde o nascimento, foi envolvida pelo controle sufocante do pai, Henry, um homem possessivo, frio e cruel de 36 anos que a chamava, com orgulho doentio, de "minha princesinha". O título que deveria soar carinhoso, para ela, sempre teve o peso de uma prisão.
Sem mãe, sem amigos e sem o direito de viver como as outras meninas da sua idade, s/n cresceu enclausurada em uma casa antiga, onde todas as janelas permaneciam fechadas e as portas, sempre trancadas. O mundo exterior lhe era negado sob o pretexto de proteção: "lá fora só existem monstros", dizia Henry, ignorando que o verdadeiro monstro vivia ao lado dela, disfarçado de pai amoroso.
A adolescência, que para muitos é sinônimo de descobertas e sonhos, para s/n tornou-se um labirinto de medo. O pai vigiava seus passos, controlava suas roupas, suas palavras, até mesmo seus pensamentos. Quando ela ousava questionar, ele sorria e repetia em tom gelado: "Eu sei o que é melhor para você. Sou o único que te ama de verdade."
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