Ela era uma borboleta: elegante, livre e intocável. Ele era uma aranha: paciente, letal e implacável. Samantha passou a vida inteira ansiando por liberdade, buscando a luz em um mundo que tentava apagar seu brilho. Zed nunca acreditou na luz, apenas nas sombras, no poder, no controle. Seus mundos nunca deveriam ter colidido, mas o destino os entrelaçou em uma teia de obsessão, desafio e uma paixão tão intensa que apagava os limites entre o amor e a destruição. Ela deveria ter fugido. Ele deveria tê-la deixado ir. Mas quando as emoções são cruas, quando o amor e a raiva se misturam, render-se é inevitável. - Você quer me odiar? - a voz de Zed era afiada, seu aperto firme ao me puxar para mais perto. - Então me odeie. Mas não minta para mim, dizendo que não sente isso - seus dedos apertaram minha pele, possessivos, desesperados. - Porque eu sinto. E sei muito bem que você também - A minha respiração falhou, a fúria e o desejo colidindo em meu peito. - Você não pode fazer isso! - retruquei, minha voz tão trêmula quanto minha determinação. - Você não pode me fazer sentir assim Zed! - havia algo cru em seu olhar. - Eu não preciso te fazer sentir nada, Samantha. Isso já está aí - E no fim, até mesmo as borboletas não conseguem escapar da teia da arranha
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