A rua estava silenciosa demais, tão vazia que até o som dos meus próprios passos parecia ecoar no asfalto. Não havia uma única alma por perto. O vento gelado cortava a pele, trazendo consigo uma sensação incômoda de que algo estava errado.
De repente, um estrondo ensurdecedor rompeu o silêncio, fazendo meu coração disparar. O barulho foi tão alto e tão próximo que minhas pernas quase fraquejaram. Virei-me rapidamente, com a respiração presa na garganta... e então o vi.
Aqueles olhos. Vermelhos, profundos, cheios de sangue, fixos em mim como lâminas afiadas. No centro deles, três pontos brilhavam, pulsando de forma hipnótica. Senti um arrepio percorrer cada centímetro do meu corpo. Tentei me mover, gritar, correr mas nada aconteceu.
Depois disso, tudo se apagou. O mundo ao meu redor simplesmente desapareceu.
Quando abri os olhos novamente, já não estava na rua. O chão frio e áspero me recebeu como se quisesse me prender ali. Levantei a cabeça devagar, tentando entender onde estava, mas não reconheci nada ao meu redor. O lugar era escuro, úmido, como se respirasse sombras.
E então, percebi que não estava sozinha. Ele estava ali. O mesmo homem, parado bem à minha frente. Seu olhar sombrio, carregado de uma escuridão inexplicável, estava fixo em mim mais uma vez e, por algum motivo, tive a certeza de que aquilo era apenas o começo.
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