Algumas pessoas dizem que a vida é feita de escolhas. Outras acreditam em destino. Eu, Valentina Zere, ainda não sabia em qual acreditar, mas estava prestes a descobrir que, às vezes, os dois andam lado a lado - de forma inesperada e perigosa.
A primeira vez que senti que algo grande estava prestes a acontecer não veio em forma de aviso. Não foi uma carta, nem um bilhete escondido, nem uma frase bonita dita por alguém misterioso. Foi apenas um olhar.
Estava caminhando pelo jardim da minha casa, tentando esquecer a sensação de vazio que me acompanhava há semanas, quando algo na esquina do portão chamou minha atenção. Dois garotos estavam ali, discutindo com intensidade. Não ouvi suas palavras, mas percebi a energia. A raiva contida, o desafio silencioso, o magnetismo de quem não tem medo de conquistar o que deseja.
Um deles me olhou. Um só olhar e, de repente, tudo ficou confuso. Meu coração disparou, e uma sensação estranha se instalou dentro de mim: ansiedade, medo, curiosidade - tudo junto. Eu ainda não sabia, mas naquele momento eu estava sendo puxada para uma história que mudaria minha vida.
Eles não sabiam da minha presença, e talvez nem percebessem. Mas eu percebi. Percebi que nada seria simples dali em diante. Que a vida poderia ser uma guerra silenciosa, e que meu coração seria o prêmio mais disputado.
E assim começou. Sem aviso, sem preparo, sem chance de voltar atrás. Porque algumas histórias não escolhem começar com calma. Elas explodem.
Ódio à primeira vista existe, podendo ser comprovado por Cruz e Montenegro. Eles se odeiam desde o primeiro momento, desde a primeira conversa, desde o primeiro dia de trabalho.
A pior parte? É não poderem romper esse vínculo e ainda terem que se aturar pelo período de três meses, no qual o ódio aumenta gradativamente.
Será que esse sentimento poderá mudar entre operações, casos e investigações? Ou todo esse ódio irá destruí-los?