the fall - Isaac Night

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Sep 29, 2025
​Em Jericho, Vermont, de noventa e dois, O céu em luto, as nuvens sem vez. Denso véu que a noite quis guardar, O crepúsculo, cinzento, a pressagiar. ​Pelos pináculos que a névoa agarrava, A Nunca Mais a sombra elevava. Não um castelo, mas esqueleto em pedra, Gárgulas disformes, onde a malícia medra. Cheiro de mofo, musgo, melancolias, Nos jardins secos e nas arquiteturas frias. ​Lá dentro o negrume respirava e ecoava, A escuridão que os passos engolhava. Em vitrais gastos, sem santos ou luz, Só criaturas que a sombra conduz. Feita aos excluídos, para quem não tem lar, A Nevermore segredos quis guardar. ​A torre do relógio, agulha no ar, Sombra total que a névoa quer tocar. O bronze do carrilhão, mudo, coberto, Guarda o lamento que ninguém tem descoberto. O sino, calado, um réquiem cantou, A dor de Isaac que o tempo levou. ​O vento sopra, um assobio de dor, Eletricidade, presságio, terror. O relógio, enfim, pulsa e não falha, Em um "Tic-Tac" que a alma retalha. ​... KA-BOOM! ​A torre em cinzas, o vidro no chão, Gritos na noite, espanto, confusão. No pó, com fumaça e queimado a feder, Gomez e Morticia no choque a sofrer. E lá no rastro denso, um milagre irreal, A Mão surge, do metal e do mal. ​"Ó, lua nobre, por que te cobriste?" Para não ver o anjo que resiste. Teu manto chora, em chuva que cai, Lá onde a capela em silêncio jaz. Abandonada, ancestral, em véu sepulcral, Hera e musgo em sua dor final. ​E no chão, um buraco, passagem fatal, A escada em espiral, ferro e metal. Gira e desce, a ferrugem a gemer, O frio e o medo a alma a crescer. ​Até o fundo, onde a escuridão reina, A umidade, a rocha, a pena. A sala é um túmulo, o ar é pesado, E um ser cativo, ajoelhado e acorrentado. O peito magro, a costela em prova. ​E em suas costas, o horror se revela: Dois buracos fundos, a carne em sequela. Suas asas magníficas, com sangue e com dor, De Az foram tiradas, em nome de um erro maior. Pois era heresia, em sua
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