A Estrela sobre o Oceano [HIATUS]
Dizem que o destino é uma linha traçada pelos deuses.
Mas eu aprendi que ele pode ser desfeito - se você tiver coragem suficiente para amar o que o mundo lhe proíbe.
Lembro-me da noite em que o mar chegou ao castelo.
Não em ondas, mas em olhos.
Escuros, indomáveis, cheios de uma liberdade que eu jamais conhecera.
Naquela época, eu ainda acreditava que minha vida terminaria onde o dever começava.
Fui criada para obedecer, sorrir, e ser a peça perfeita no jogo que sustentava o trono.
O rei - meu pai - escolheria o homem com quem eu dividiria o nome, o título, a descendência.
E eu aceitaria, como aceitara tudo o que me fora imposto.
Mas naquela noite - a noite do aniversário do rei -, o vento mudou.
O mar soprou dentro dos portões e trouxe consigo um homem que não devia ter cruzado meu caminho.
Um pirata. Um inimigo.
A própria negação de tudo o que eu fora ensinada a amar.
E ainda assim, quando o encontrei no jardim, senti que já o conhecia.
Não por lembrança, mas por destino.
Como se todas as vidas que vivi antes tivessem esperado por aquele instante.
Hoje, quando olho o oceano que nos separa, penso nas estrelas que o refletem.
Há uma, em especial, que nunca se apaga.
Dizem que é apenas luz antiga viajando pelo tempo - mas eu sei que é o que restou do que fomos.
Porque o amor que nasceu naquela noite foi uma estrela sobre o oceano.
Bela.
Impossível.
E eterna.