Esse caso é meu, Winchester
Anos atrás, em uma noite que deveria ser de festa, uma adolescente de quatorze anos tomou uma decisão egoísta que quebraria seu mundo em dois. S/n saiu escondido dos pais para ir a uma festa, deixando seu irmãozinho de seis anos, Nate, sozinho em casa. Quando retornou, encontrou o caos: luzes de emergência pintando a fachada de azul e vermelho, os corpos de seus pais sendo carregados em sacos pretos, e o silêncio ensurdecedor de uma casa que não era mais um lar.
O que ela encontrou no meio do horror não foi Nate entre os mortos, mas vivo e em choque nos braços de um estranho. Bobby Singer, um caçador que chegara tarde demais para impedir a matança, segurava o menino com uma firmeza que contrastava com o desespero nos próprios olhos. Ele viu a verdade na expressão da garota mais velha antes mesmo de ela falar: a culpa cortante de quem sabe que, se estivesse presente, talvez tivesse mudado tudo.
Movido por uma culpa paralela - a de não ter conseguido salvar os pais - e por um instinto que reconheceu nos olhos de S/n, Bobby tomou uma decisão radical. Ele não entregou as crianças ao sistema. Em vez disso, criou os dois em segredo, forjando documentos, enterrando o passado junto com os corpos. Ele os treinou, protegeu e, aos poucos, tornou-se o pai que nenhum deles tinha mais.