Ela nunca esqueceu o nome. Nem o jeito como era dito.
Callie De Luca aprendeu cedo que alguns nomes eram perigosos. Capone. Amara Capone. Na boca dos pais religiosos, soava como pecado. Nos lábios de Callie, soava como a primeira verdade que ousou sentir. No colégio, Amara foi sua descoberta, sua queda, seu medo mais doce. E quando Callie recuou - porque recuar era tudo o que sabia fazer - Amara simplesmente desapareceu de Verona.
Anos depois, Callie está casada com um homem que a apaga aos poucos. Até que Amara volta. Mais intensa, mais bela e assustadoramente mais obsessiva. O TOC que descobriu na vida adulta se manifesta em pequenos rituais - e em uma certeza inabalável: Callie sempre foi dela.
Amara não veio para pedir desculpas. Veio para lembrar Callie do nome que ela jurou esquecer. Capone. E dessa vez, não vai embora até que Callie se lembre de como se dizia sim.
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