Há coisas que não percebemos quando acontecem. Uma ligação que fica para depois. Uma visita adiada. Uma promessa esquecida. Um abraço que parecia poder esperar até amanhã. Depois da morte da mãe, Gabriel retorna à pequena cidade onde cresceu para cuidar da casa que ela deixou para trás. Em meio aos móveis cobertos de poeira e ao silêncio de uma vida interrompida, ele encontra um velho caderno de registros. A partir desse momento, o cotidiano começa a revelar um horror que sempre esteve ali. Porque existem coisas que não fazem barulho quando se quebram. E, quando percebemos que estavam partidas, já é tarde demais.
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