O que começa como um dia comum em um aeroporto europeu de luxo vira tudo, menos previsível. Carlos Sainz só queria embarcar com tranquilidade para sua próxima corrida, longe de holofotes e fãs insistentes. Ele é metódico com bagagens, pontual e - apesar da fama - educadamente discreto. Mas seu momento de paz na sala VIP é interrompido por um esbarrão seco, um olhar atravessado e uma voz que destila sarcasmo em três idiomas. Lukas Weiss Adler Müller, estrela olímpica e gênio do tênis, também não está com paciência. Um atraso no embarque, uma entrevista idiota e agora um piloto "distraído" que atravessa seu caminho. Suas falas são afiadas, sua postura impecável - e seu humor, uma muralha de gelo suíço temperada com ironia escandinava. O verdadeiro problema, no entanto, começa depois: quando Carlos, já dentro do avião, percebe que está com a mala errada. Entre roupas dobradas com precisão militar e um frasco de protetor solar com etiqueta em alemão, há também algo que definitivamente não é dele - um diário de treinos escrito em códigos quase obsessivos. A confusão leva os comissários a fazerem contato com a sala VIP... e com o dono da mala. Mas o universo (ou a companhia aérea) ainda não terminou: uma falha técnica exige realocação de passageiros. E Carlos e Lukas, por ironia do destino, são acomodados... lado a lado, na primeira classe. Entre provocações, silêncios barulhentos e cafés recusados com desprezo, os dois se veem obrigados a passar as próximas horas dividindo o mesmo ar - e descobrindo que, apesar de mundos diferentes, suas rotinas, feridas e ambições não são tão distantes assim. Talvez a verdadeira turbulência não esteja nas nuvens. Mas no que começa a se formar entre duas pessoas que, até algumas horas atrás, só queriam voar sozinhas.
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