Camila nunca soube dizer exatamente quando começou. talvez tenha sido num sorriso distraído, ou naquele toque rápido de mãos que durou mais do que deveria. Lauren sempre foi luz - não aquela que ilumina, mas a que cega. bonita demais, intensa demais, impossível demais.
elas se aproximaram sem perceber, com conversas que não terminavam e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. só que amar não foi suficiente. não dessa vez. talvez porque Lauren tinha medo. talvez porque Camila chegou tarde. ou talvez porque o mundo não queria as duas.
agora, Camila tenta seguir. tenta rir, tenta viver, tenta esquecer. mas o problema de amar alguém tão fundo é que o nome dela vira eco. vira dor no peito quando toca uma música. vira lembrança na roupa guardada. vira presença até na ausência.
e mesmo que ela não diga mais, mesmo que elas não se falem, mesmo que cada uma siga seu caminho...
o nome de Lauren ainda queima nela.
e queimar doí.
mas esquecer também.
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