Meu nome é Cherry Snape, filha única de Severus Snape. Cresci na Mansão Snape, uma propriedade antiga, fria e silenciosa, que fica exatamente ao lado da mansão Malfoy o tipo de vizinhança que ninguém escolheria, mas que combina perfeitamente com meu sobrenome.
Meu pai me criou sozinho.
Ele vive com aquele ar de “não encoste em mim ou eu desapareço”, mas… em casa ele é diferente.
Do jeito dele, claro: silencioso, retraído, mas presente.
Ele não demonstra nada em público, mas atrás das portas fechadas da mansão, eu sei que ele faria qualquer coisa por mim.
Este ano deveria ser normal.
Mas Voldemort voltou, o Ministério enlouqueceu, e uma mulher cor-de-rosa chamada Umbridge decidiu transformar Hogwarts num pesadelo.
E aí tem os meus amigos.
Sou praticamente uma Weasley honorária, mesmo sendo uma Snape.
Fred e George são meus melhores amigos e me tratam como uma mistura de irmã, cúmplice e “projeto de proteção intensiva”, porque segundo eles “ninguém mexe com uma Snape que a gente adotou”.
Ron, Hermione, Luna e Harry também vivem comigo, o que faz meu pai revirar os olhos todas as manhãs.
Mas nada é tão complicado quanto Harry.
Harry Potter me olha como se eu fosse um feitiço proibido.
Eu sinto o olhar dele no corredor, no treino da Armada, quando mando uma mensagem no celular encantado que usamos escondido no dormitório.
E cada vez que ele chega perto, eu sinto meu coração bater fora do ritmo.
O problema?
Sou filha do homem que ele mais odeia.
E todo mundo espera que eu esteja do “outro lado”.
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