Em um vilarejo isolado, perdido entre florestas úmidas e montanhas que jamais veem o sol, a população vive esmagada por um medo antigo. Rumores falam de uma sombra que percorre as estradas ao cair da noite - algo que não é homem, mas caminha entre eles como se fosse. Desde o surgimento dessa presença, o clima é de paranoia absoluta: portas são trancadas antes do pôr do sol, e ninguém ousa pronunciar o nome da criatura, temendo atrair sua atenção.
Os habitantes, aflitos e desesperados, recorrem ao único poder que acreditam capaz de salvá-los: velhos rituais religiosos distorcidos por séculos de ignorância, medo e superstição. A fé, corroída pela angústia, transforma-se em fanatismo. Sacrifícios simbólicos, penitências dolorosas e julgamentos públicos tornam-se comuns. A fronteira entre devoção e desespero se rompe, revelando um povo que teme mais a si mesmo do que qualquer força sobrenatural.
Dentro desse cenário opressor, um recém-chegado percebe que não é a criatura da floresta que controla o vilarejo, mas sim a própria mente das pessoas - consumida por culpa, desespero e uma crença cega de que o sofrimento coletivo é a única forma de expiação. A violência que se espalha não vem apenas de fora, mas daquilo que cada habitante tenta esconder dentro de si.
Ao longo da história, o terror nasce não do monstro, mas da decadência moral, do medo que enlouquece, e da forma como a fragilidade humana pode transformar fé em pavor e convivência em tormento.
Sheng Shaoyou, um respeitado Alfa nível S, jamais imaginou encontrar seu par ideal na figura de Hua Yong, um Ômega delicado e encantador que escondia uma força letal. Ao ser traído e ferido em um banquete, Shaoyou descobre que por trás da aparente fragilidade de Hua Yong existe um poder raro e perigoso. Entre rivalidades familiares, intrigas e paixões intensas, a relação entre os dois desafia preconceitos e desperta segredos que podem mudar o destino de todos.