Este livro é um relicário do que sobrou de um amor que começou como luz e terminou como silêncio, mas que em nenhum instante deixou de ser imenso. Aqui vivem poemas que nasceram de um encontro raro, desses que deslocam o eixo do corpo e acendem constelações na pele, mas que, por destino ou descompasso, não encontrou espaço para durar.
Cada verso recolhe fragmentos de um sentimento que foi absurdo, urgente, elétrico, metafísico e que também se perdeu. É a confissão de quem tentou guardar o outro no sopro da palavra quando o corpo já não bastava; de quem aprendeu que a ausência também é uma forma de presença; de quem amou tanto que precisou partir para não destruir o que restava.
Entre paixão e queda, entre o toque que não veio e a saudade que ficou, este livro percorre os ciclos de um amor que poderia ter sido para sempre, mas teve que caber em pouco tempo. São poemas que falam de reencontros impossíveis, da esperança teimosa que insiste em permanecer, das perguntas que nunca tiveram resposta e do silêncio que grita quando o coração ainda não sabe esquecer.
Aqui, o amor não é idealizado: ele é rio sereno e tempestade, aurora e abismo, cura e ferida. É o que transforma e o que quebra. O que chega como bênção e parte como lição.
Este livro é para quem já amou demais.
Para quem já perdeu sem deixar de amar.
Para quem entende que algumas histórias terminam, mas continuam vivendo dentro da gente.
E, sobretudo, é para quem acredita que o amor, mesmo o que não fica , sempre vale a pena.
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