O 11º ano arranca no Liceu Nacional para a Inclusão, mas a escola está irreconhecível. O pó de cimento cobre tudo, o barulho dos martelos pneumáticos substituiu o toque da campainha e a antiga direção conservadora foi substituída por uma dupla de diretores "hipsters" e bem-intencionados: Vítor e Gabriela. Armados com smoothies de couve, gongos tibetanos e uma obsessão por "gestão participativa", prometem revolucionar a escola com a construção de uma piscina terapêutica e um Internato de Autonomia: o "Living Lab".
Para Mariana e o seu grupo de inadaptados, agora veteranos na arte da sobrevivência escolar, este novo ano traz desafios que nenhum manual de instruções (nem mesmo os do IKEA) conseguiria prever. A "Toca", um contentor inteligente gerido por uma Inteligência Artificial passivo-agressiva chamada Zélia, torna-se o novo quartel-general do grupo, onde testam os limites da vida adulta, lutam contra eletrodomésticos preconceituosos e organizam festas da espuma acidentais.
Entre a arqueologia improvisada de Martim (que jura ter encontrado um dinossauro onde apenas existe um resto de frango de churrasco), o resgate dramático de um drone de 4.000 euros de um poço de cimento fresco e uma visita de estudo a Sintra que acaba numa noite de nevoeiro digna de um filme de terror, o grupo é forçado a crescer à força.
Mas nem tudo são gargalhadas e destruição de mobiliário sueco. A sombra da ausência de Catarina paira sobre a escola, levando o grupo a criar um musical punk-rock em sua homenagem que desafia todas as convenções de bom gosto e segurança.
Com o 12º ano e o abismo da faculdade a espreitar no horizonte, Mariana, Vera, Rúben, Maria, Alexandra, João, Gustavo e Martim descobrem que a verdadeira construção não é a piscina ou o internato, mas sim a certeza de que, num mundo cheio de barreiras arquitetónicas e emocionais, eles são a rampa uns dos outros.
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