Em Haverlock, uma cidade que parece respirar por conta própria, um jovem escritor luta para manter a mente íntegra enquanto sombras antigas voltam a chamá-lo pelo nome. Entre ruas de paralelepípedos, cafés que nunca fecham e o vento frio das montanhas de Abenford, ele tenta reconstruir partes de si que há muito foram partidas - algumas pelo abandono, outras pelas próprias escolhas.
Reencontrar o primeiro amor de infância desperta memórias que havia enterrado profundamente. Mas é a cidade inteira que o confronta: seus passos, seus silêncios, sua tempestade interna. Diagnósticos, medos, vozes, lapsos, a sensação de ser observado por algo que não tem forma - tudo retorna com força quando ele finalmente abre o objeto que sempre evitou: seu caderno preto.
Ali estão registradas as dores que tentou esquecer: o desmaio no semáforo após vender doces para sobreviver; a fome; a exaustão; a busca obsessiva pela mãe desaparecida; os animais que surgiram da escuridão como presságios; a suspeita de que existe algo errado dentro e fora de si. O caderno guarda testemunhos de uma mente fragmentada - ou extremamente lúcida.
Caderno Preto é uma jornada íntima, visceral e profundamente humana sobre memória, identidade, trauma e sobrevivência - contada com a sinceridade crua de quem escreve para não desaparecer.
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